O Benfica de Rui Costa: quando falha a competência, sobra a fé
O que mais choca é o conformismo. Não há meias-palavras. Nem eu sou de dizê-las ou escrevê-las. Não acredito que os leitores devam só ler meias-verdades ou opiniões politicamente corretas. Nem incorretas. Sei que nada é sempre preto ou branco, há inúmeros tons de inúmeras cores, até do próprio cinzento, porém o que tem acontecido na Luz é demasiado monocromático.
Não há, por isso, outra forma de dizê-lo: no futebol, e não só, esta época o Benfica foi desastre ainda maior do que nas anteriores. E, sim, a 23 de janeiro podemos assumi-lo de forma racional. Depois de o clube ter dito praticamente adeus a tudo não há emoção que doure a pílula. Sei que não é matemático e há sempre a fé. Que é proporcionalmente inversa à competência. Quanto maior o milagre, menor o sucesso do processo. Quanto maior o milagre menor a probabilidade de outro raio cair pouco depois no mesmo sítio. Ou seja, de o processo funcionar, então sim, na perfeição.
Era mais do que provável tudo o que está a acontecer na Luz. Escrevi-o. Disse-o antes de acontecer. Mas este texto não é um «eu avisei». E, se fosse, não fui o único, ainda que tivesse estado do lado da minoria.
O Benfica é maior do que a sua equipa de futebol, embora seja o seu pêndulo. E, ao lado desta, há uma das melhores academias do mundo a produzir talento – mas que ainda assim não encontra espaço, porque no banco ainda se duvida. Se não na qualidade, na prontidão, o tal maldito preconceito com a idade. Mais! O clube contou, a dada altura, com um dos........
