Pedro Proença: um plano sem estratégia |
O primeiro aniversário de Pedro Proença na Federação foi há 15 dias, mais coisa menos coisa, e devem ter-me escapado todos os elogios feitos à obra, já que fotos com o presidente-que-ia-e-vai-mudar-isto-tudo são um bocadinho como era Marcelo com as selfies. Aparece uma debaixo de cada pedra em que tropeçamos. Aqui, mudará o lado de quem a pede e pouco mais.
Um ano depois, ironias à parte, o que há de novo é um plano. A 12 anos. E que apanha Proença entre corridas, como qualquer bom governante que se preze, agora ou bem lá para trás no passado, a fim de chegar a tempo da celebração do sucesso.
É que, ao contrário da quinta anterior, por muito que nunca pudessem ter sido maturados em 365 dias, há agora finalmente vencedores e potenciais vencedores, na formação e nas seleções de futebol, futsal e futebol de praia, a quem pode colar a imagem. Para que UEFA e FIFA vejam. De Portugal, com amor! Na verdade, o dirigente-estrela do futebol português continua a dar tudo para que Infantino e Ceferin o encarem como o herói que acha que é — e que tenta que todos comprem, nem que seja porque tem mesmo de ser. E que pretende fazer virar olhares de admiração de cada vez que aparece atrás de uma porta que se abra.
Na verdade, o Plano, o Estratégico, faz honra ao seu génio. Absorve as conquistas que terão até mais do antecessor do que de si próprio e diz-se embebido de uma cultura de vitória, que só poderá ter sido transplantada há doze meses de um lugar desconhecido para a Cidade do Futebol. Como se o passado recente,........