O logótipo em vez do símbolo, caro José Mourinho?
Uma das palavras que começou a entrar bem fundo no léxico futebolês é «contexto». Ainda bem. No entanto, é menos utilizado ainda do que deveria. O contexto pode transformar o certo em errado e a verdade em mentira sobretudo dentro, mas também fora das quatro linhas. É a parcela mais importante de qualquer equação futebolística.
Esqueçam as frases feitas que vêm do tempo em que nos deixávamos maravilhar com tudo o que víamos na caixinha mágica, embelezada a naperons e anjinhos de gesso, na nossa juventude, ou ponham-nas um pouco de lado. Se apanharem pela frente um holandês, o povo mais frontal que existe, serão desmontadas em três tempos. Como repetiria Cruijff se fosse vivo, depois de tanto o ter dito a contemporâneos, «se tens o recorde de quilómetros percorridos é porque estiveste quase sempre mal posicionado».
Muitas vezes, ouvimos que «os melhores devem estar sempre em campo». Em tese, sim. Desde que se consiga equilibrar o coletivo — com nomes, dinâmicas ou características — para também encontrarmos nesse plano o ponto mais alto da equipa. Se dois ou três apagam ou diluem outros do processo, ofensivo ou defensivo, então há dois caminhos: impôr-lhes o mais possível do modelo sem que percam o que os torna únicos; ou, se não for possível, trabalhar no futuro para trazer atletas multidimensionais, que não se deixem prender a um único talento.
Claro que Haaland deu algo a Guardiola que este não tinha, e foi com o norueguês que o espanhol conheceu a glória continental, mas a........
