Mourinho e Rui Costa, e a fuga do navio-fantasma
Os dias passam e o tema mais quente continua a ser o Benfica e o tabu Mourinho.
Os encarnados baixaram do segundo para o terceiro lugar com dois empates seguidos e é com naturalidade tremenda que se preparam para deixar fugir o mínimo dos mínimos: a participação nas eliminatórias da Champions.
O Benfica foi incompetente. E não há personificação que valha a Rui Costa e Mourinho, porque o clube aqui são eles. Em todas as outras oportunidades que tiveram para reduzir distâncias e colocar pressão nos rivais — exceto o dérbi de Alvalade, que mesmo assim, segundos antes, podia ter caído para o Sporting — falharam, tal como quando se tratou apenas de confirmar o milagre.
O técnico pintou, mais uma vez, o quadro que quis, o das muitas oportunidades e falta de eficácia. Não é que o Benfica tenha jogado mal, mas andou tremendamente longe de jogar o que pode. De controlar um jogo que estava proibido de largar e deixar escapar.
O setubalense não conseguiu o milagre que ele próprio admite que precisava para devolver títulos ao museu encarnado.
Até podemos concordar no conceito, porém enquanto o treinador visa as arbitragens eu teimo em focar-me no modelo. Esse, o que montou, foi claramente insuficiente. E, aí, é verdade que só mesmo um milagre levaria a conquistas.
O fracasso de Mourinho não surpreende. Escrevi aqui que se tratava de um erro antes de o próprio assinar. E não tinha que ver com a massa crítica. O plantel talvez não fosse tão extremo como gostaria, na fisicalidade, na referência de área que não tinha, no 1x1 de que precisa para........
