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Há um buraco enorme no meio da Seleção

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19.06.2026

Falar depois é fácil, dir-me-ão vocês. A questão é que já não é de hoje e foi referido inúmeras vezes antes. Até aqui. Não se trata sequer de desestabilizar o que já está desestabilizado, além do pouco que isso diz a quem tem de manter a imparcialidade sobre qualquer que seja o tema, sendo-lhe este mais ou menos querido. A crítica construtiva não tem momentos próprios, é uma obrigação e a opinião, para aqueles que não o sabem e muito protestam sem sabê-lo, um género jornalístico.

A conclusão que se tira — mesmo depois de uma Liga das Nações conquistada com mérito, mas perante adversários que, pela sua força, fazem naturalmente baixar os momentos de ataque posicional da Seleção e a transformam numa equipa de transição — Portugal pouco ou nada evoluiu no modelo desde que Roberto Martínez assumiu o comando. Se, no plano futebolístico, a razão pela qual foi contratado está diretamente relacionada com a qualidade do futebol ofensivo, para que a Seleção pudesse dar um passo à frente em relação ao seu passado ainda recente, é aqui precisamente que pouco tem mudado.

Não vou escrever sobre as idas à praia, nem da mulher de César que tem de ser e parecer séria, ou da suposta falta de atitude que sempre se atira para a fogueira da discussão. Nem sequer da adaptação ao clima alegadamente feita há quase três meses, nos jogos com México e Estados Unidos. Dou o benefício da dúvida de que possa haver justificações científicas para tal. Já me parece mais improvável que se........

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