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O Hugo Sánchez de Barcelos

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28.03.2026

Verdade que só é chamado após as dispensas de Rodrigo Mora e Rafael Leão e numa convocatória onde não há Cristiano Ronaldo. Todos lesionados. O contexto parece diminuir o peso da decisão, quase como se fosse um recurso de última hora. Mas nem sempre aquilo que chega mais tarde vale menos. Às vezes, chega apenas no momento em que já não pode ser ignorado. Este regresso de Paulinho à Seleção é da mais elementar justiça e até peca por tardio.

Aos 33 anos, quando muitos começam a sair de cena ou a aceitar papéis secundários, Paulinho vive uma segunda vida. Uma vida sem o ruído das grandes ligas europeias, sem o julgamento permanente das redes sociais portuguesas, sem a pressão diária de ter de justificar cada toque na bola. No México, ao serviço do Toluca, encontrou algo raro no futebol moderno. Espaço para jogar, confiança para falhar (falha muito pouco) e tempo para afirmar-se (não precisou de muito). E, com isso, está a fazer aquilo que melhor define um avançado: golos. Para todos os gostos.

Desde que rumou ao México, soma 55 remates certeiros em 80 jogos. Números que não são apenas bons. São dominantes. São números de quem não se limita a participar, mas de quem decide.

Melhor marcador da liga por três vezes consecutivas e campeão na última temporada. Regularidade, impacto, liderança. Num campeonato que por........

© A Bola