O FC Porto é um caso de estudo
Está a ir bem esta época do FC Porto. Começámos com uma vitória muito esforçada na Supertaça (aplauso ao Torreense, que fez a vida negra ao campeão nacional e lutou até ao fim. Merecia estar na Primeira Liga). E começámos o campeonato com uma vitória suada sobre o Alverca. Não é possível pedir mais, sobretudo nesta fase da época em que os níveis físicos, a afinação tática e as rotinas de jogo ainda estão muito longe do pico de forma desejado.
Esta época vai ser bem mais longa e exigente do que a anterior. Vamos precisar de reforços e de uma gestão muito inteligente e sensível do plantel. Jogar a Liga Europa é muito diferente de jogar a Liga dos Campeões e o FC Porto tem de estar preparado para isso.
Claro que o primeiro objetivo da época continua a ser o campeonato, mas uma boa Champions dá dinheiro e prestígio.
Não sabemos, ainda, quem vai sair da equipa e quem vai entrar. Este aberrante e longo mercado de verão, que penetra nas Ligas, distorce a competição e a competitividade.
Nenhum treinador sabe que equipa vai ter no início de setembro. Sofre, com isso, a estabilidade do plantel, os mecanismos táticos, a dinâmica do grupo e a própria planificação da época.
Mesmo sem saber se vai sair alguém, o FC Porto tem de reforçar o lado esquerdo da defesa e o ataque. Samu só regressa com a época já lançada e sabe-se lá quanto tempo vai demorar até recuperar a melhor forma. Deniz Gul e André Silva não são garantias suficientes para uma época tão exigente como esta.
À entrada da terceira época da era André Villas-Boas, impõe-se refletir sobre estes novos tempos, a herança........
