Tristes figuras no desfile de horrores |
O futebol é um desporto profissional, os outros são amadores. Comente-se com imparcialidade. Os outros são desportos de Estado, como os de Inverno: tirando Arianna Fontana [patinadora de velocidade], todos dependem do Estado.
O futebol é um desporto profissional, os outros são amadores. Comente-se com imparcialidade. Os outros são desportos de Estado, como os de Inverno: tirando Arianna Fontana [patinadora de velocidade], todos dependem do Estado.
Gabriele Gravina, presidente da federação italiana de futebol, sobre eliminação do Mundial
No desfile de horrores que foi a eliminação de Itália do Mundial — terceira seguida no play-off, agora frente à Bósnia, depois de cair diante da Macedónia do Norte, há quatro anos, e da Suécia, há oito —, é difícil não olhar para Gabriele Gravina, presidente da federação, e não ver nele o grande responsável.
Sim, entrou na federação em 2018, já depois da eliminação frente aos suecos, mas tinha estado três anos à frente da liga. E numa década em posição de liderança do futebol italiano, assistiu, impávido, à degradação do calcio.
Foi Bastoni e não ele quem se fez expulsar aos 41 minutos em Zenica, quando a squadra azzurra vencia por 1-0, e foram Esposito e Cristante que não acertaram na baliza no desempate por penáltis. Mas o processo de substituição de Luciano Spalletti no banco, em junho, após perder o 0-3 na Noruega, foi sinal de desnorte — o presidente da federação não percebeu que o problema vai mais fundo do que quem está no banco: não há matéria-prima para a Itália ser a Itália do início do século (e a quantidade de recusas até Gattuso aceitar deveria tê-lo feito perceber...).
Em Zenica, no jogo decisivo, quando Gattuso quis mexer no ataque trocou Moise Kean, desilusão no Everton e na Juventus (recuperou fulgor mas na Fiorentina, que está longe da elite do calcio), por Esposito, suplente do Inter. A Itália é melhor que a Bósnia, mas está bem longe de ser uma das grandes seleções europeias.