O poder dos verdadeiros protagonistas: ainda por explorar |
O reconhecimento do futebol português no mundo deve-se, acima de tudo, aos seus protagonistas: jogadores e treinadores. Por isso, é difícil compreender o motivo pelo qual, em Portugal, quem mais protagonismo tem são os dirigentes. Em vez de valorizarem o jogo, preferem expor-se, criar ruído e alimentar conflitos, colocando o foco longe do que realmente importa. No fim, tudo parece justificar-se com a mesma lógica: ganhar a qualquer custo e garantir reconhecimento pessoal.
O futebol português tem muitas qualidades, mas insiste em olhar para o lado errado. Quando os resultados não aparecem, raramente há responsabilização interna. É mais fácil encontrar inimigos externos, desviar atenções e alimentar narrativas que pouco têm a ver com a cultura desportiva. O problema é estrutural. Muitos dirigentes gerem as suas instituições a pensar mais em si próprios do que no crescimento do futebol. Dentro deste contexto, identifico três perfis distintos.
Os presidentes dos clubes que alimentam rivalidades de forma excessiva promovem discursos que incentivam o fanatismo e legitimam a ideia de que, muitas vezes, o fim justifica os meios. O presidente da Federação, mais preocupado com a perceção pública do seu trabalho do que em resolver e encarar os problemas........