A morte lenta da Taça de Portugal |
A Taça de Portugal sempre foi apresentada como a prova que melhor representa o espírito popular do futebol português. O que se observa hoje é que esse espírito é uma miragem. A cada temporada, a competição parece menos uma festa do povo e mais um percurso favorável a alguns.
No final do jogo com o Vitória, Frederico Varandas abordou vários temas relevantes relacionados com arbitragem. Concordo com grande parte da análise, mas não com a tentativa de diferenciar o Sporting dos restantes clubes. Basta recuar a fevereiro da última época para perceber que, embora com outra forma, o conteúdo foi semelhante: analisou erros e tirou conclusões sobre o impacto desses erros na classificação. Se isto não é pressão nos árbitros, então o que é?
Nesta intervenção, apresentou uma sugestão de multas pesadas para dirigentes e clubes que comentem arbitragem, colocando agora a responsabilidade do lado de todos. Se houver quem recuse esse caminho, as conclusões serão inevitáveis. Varandas comparou ainda dois lances similares: o canto mal assinalado frente ao Santa Clara para o campeonato, que originou o golo da vitória do Sporting, e o livre mal marcado no