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Formar para ganhar… ou ganhar para formar?

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24.06.2026

Recentemente li uma reflexão atribuída a Dennis Bergkamp que me fez parar para pensar. A ideia era simples, mas profundamente relevante: a única equipa que tem a obrigação de jogar para ganhar é a equipa sénior. Todas as restantes equipas existem para preparar jogadores para lá chegar.

Numa época em que o resultado parece dominar grande parte das conversas sobre futebol, esta frase assume uma importância especial. Porque nos obriga a questionar algo fundamental: qual é, afinal, a verdadeira missão da formação?

À primeira vista, a resposta parece evidente. A formação existe para desenvolver jogadores. No entanto, basta observarmos o futebol jovem durante alguns fins de semana para percebermos que nem sempre é isso que acontece. Olhamos para classificações, celebramos campeões, contamos vitórias e derrotas, avaliamos treinadores pelos resultados e reproduzimos análises muito semelhantes às do futebol profissional.

Muitas vezes medimos o sucesso da formação através de critérios que pouco têm a ver com a sua verdadeira finalidade.

Competir é importante. Os jovens devem aprender a lidar com a pressão, com a responsabilidade e com a exigência de procurar vencer. O futebol sem competição perderia uma parte essencial da sua identidade. Mas existe uma diferença enorme entre utilizar a competição como ferramenta de desenvolvimento e transformar a vitória no objetivo absoluto.

Quando isso acontece, o processo começa a ficar comprometido.

Muitas vezes vemos equipas de formação construídas para ganhar imediatamente. Jogam os atletas fisicamente mais desenvolvidos. Reduz-se o espaço para a criatividade. Limita-se a margem para o erro. Procura-se o resultado do........

© A Bola