Que Vitória queremos? - Parte II |
1 — Intitulei o meu último escrito «Que Vitória queremos?», desenvolvendo depois acerca dos mínimos de empenhamento e profissionalismo que, num clube com os nossos pergaminhos, temos de exigir. Porque representar o Vitória tem de significar ao nível da exigência, na proporção, o mesmo que representar o Benfica, FC Porto e Sporting, isto é, há mínimos de exigência em que não podemos transigir.
No entanto em algumas das reações que recebi ao que então escrevi, percebi que se gerou a expectativa de que pudesse essa reflexão ir mais longe, designadamente quanto à forma de detenção do capital da SAD, se mantendo-a controlada pelos sócios, como sucede atualmente, ou não. É uma boa questão. Na Liga, creio que apenas Benfica, FC Porto, Sporting, Vitória S.C., Gil Vicente e Casa Pia têm a maioria do capital da sua SAD controlado pelo clube; em todos os demais o clube tem participações minoritárias.
Sabemos que há exemplos em que a venda da maioria do capital da SAD se tem convertido numa oportunidade de crescimento desportivo (o SC Braga talvez seja o maior exemplo disso mesmo, mas também Famalicão, Estoril e Santa Clara, por exemplo), mas há também outros casos em que esta opção correu muitíssimo mal, atirando as equipas de futebol........