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A Igreja e as queimadas

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12.02.2019

“Tenho comigo um aviso da GNR, para leitura amanhã no final da missa, em que se prometem multas para quem não cumprir a lei...”

“As reacções que me vão chegando são preocupantes... Desde intenções de manter o fogo no Inverno, mas passando-o para a madrugada, desta feita na clandestinidade, a vozes apelando que se acertem as contas no Verão...”

Estes excertos de conversas não foram inventados por mim, são de um amigo preocupado por “além de 'não deixarem arder', ainda vêm complicar o sistema acrescentado um ror de burocracias para utilização do fogo no Inverno”.

Como sou agnóstico, ouço poucas homilias ou avisos no fim da missa, não sei por isso se foram muitos ou poucos os padres que leram neste fim-de-semana, no fim da missa, estas promessas de inferno terreno para quem queimar sobrantes ou pastagens sem avisar primeiro um Estado que persiste em querer gerir a natureza como se se tratasse de um problema legal.

O facto de ser agnóstico não me impede de ter sido entrevistado sobre fogos e sociedade para o Ponto SJ, o portal dos Jesuítas, e de escrever um ensaio........

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