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11 decisões difíceis para o novo líder

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14.01.2018

1. Unir. A palavra é velha, mas nunca perde a juventude. Talvez a melhor expressão seja “travar uma guerra interna”, um risco latente depois de uma campanha acesa e muito pessoal. Não é de esperar que Rui Rio siga o exemplo máximo de unidade dado na história recente do PSD: o de Passos Coelho que, depois de vencer em 2010, convidou Paulo Rangel (o seu principal adversário) para n.º 1 da sua lista ao Conselho Nacional. E Rui Rio até já deixou cair um aviso: “Deixem-me ganhar, que vai ver como as coisas são”, disse, em resposta a uma entrevista de Miguel Relvas. É claro que lá no fim da meta, o grande teste é fazer as listas de deputados. Mas há escolhas mais urgentes que darão o primeiro sinal.

2. Seduzir o grupo parlamentar. A actual lista de deputados é ‘passista’ — porque Passos acabou, como qualquer líder, mais fechado entre os seus. E o desafio de Rui Rio começa na liderança do grupo, que está há poucos meses nas mãos de Hugo Soares (um apoiante de Santana). Trocar é sempre um risco, mas não trocar também: estando fora da bancada, vai ter que comandar à distância. E depositar total confiança em alguém que mantenha os protagonistas debaixo de olho (como Montenegro, que se afigura como “next to be”) e que surpreenda nos duelos com António Costa. Pelo que não é de estranhar que já se leiam notícias dizendo que Rio tem três hipóteses para o lugar — em qualquer caso, passando por uma mudança. Mas o líder parlamentar é um cargo de eleição entre pares e o risco de o nome indicado perder a votação (ou ter muitos votos brancos) é sempre um fantasma à frente da nova liderança.

3. Rejuvenescer o partido. Assim que a manhã nascer, Rui Rio terá uma........

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