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Trump e a radicalização da esquerda /premium

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09.11.2018

As eleições na América já não interessam apenas, como no tempo de George Bush, por ocorrerem na maior potência do planeta. Os EUA tornaram-se, com Donald Trump, uma espécie de laboratório da política ocidental. E uma das coisas que, por exemplo, podemos compreender na América é porque é que a esquerda portuguesa anda a descobrir que, afinal, o PSD e o CDS são as SS à paisana.

Nunca, como nas eleições de terça-feira, os Democratas tinham proposto candidatos tão radicais, gente para quem a etiqueta de “liberal” (no sentido americano) já não chega, mas que se diz “progressista” e até “socialista”. Ora, isso só se tornou possível graças ao uso que têm feito de Trump. Desde 2016, que o fracasso de Hillary Clinton tem servido à corrente identificada com Bernie Sanders, grande adepto da ditadura cubana, para demonstrar que, contra Trump, a moderação é um erro: é preciso radicalizar, isto é, fazer à esquerda o que supostamente Trump teria feito à direita, porque a........

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