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A lógica das causas fracturantes

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20.04.2018

Desde a semana passada que o país se diverte com um curioso paradoxo. Os nossos oligarcas resolveram, de ciência certa e poder absoluto, desligar a identificação sexual dos cidadãos de outra referência que não seja a simples declaração do interessado a partir dos 16 anos. Não sendo necessário relatório médico ou qualquer tipo de observação, o sexo do indivíduo, para efeitos de registo público, é agora uma opção que não está limitada, nem pela anatomia nem pela psicologia. É apenas uma “identidade”.

Para justificar a lei, os seus promotores usam as palavras “problema” e “sofrimento”. Parecem, dessa forma, querer aludir a casos de “disforia de género”. Esses casos existem e merecem naturalmente cuidado e justiça. Mas podendo ser diagnosticados, porquê abdicar da observação médica e, desse modo, comprometer um dos critérios até agora utilizados para identificar publicamente os indivíduos, a par da idade e da altura? Porque talvez o objectivo não seja facilitar a vida a algumas pessoas, mas, por razões ideológicas, atingir todas as........

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