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O assassinato da família real russa era inevitável /premium

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13.07.2018

O assassinato da família czarista russa na noite de 15 para 16 de Novembro de 1918, há exactamente cem anos, nada tem de extraordinário se tivermos em conta os milhões de pessoas que foram mortas pelo regime comunista soviético, mas, um século depois, esse acto continua a provocar acesas discussões, pois ainda são muitos aqueles que pretendem explicar o impossível.

Nessa noite os comunistas assassinaram a tiro toda a família do czar Nicolau II; esposa, quatro filhas e um filho, bem como alguns dos que os acompanhavam, num total de onze pessoas. O crime foi cometido na cidade de Ekaterimburgo, nos Urais, mas os restos mortais enterrados numa floresta dos arredores para esconder o rasto do crime.

Cem anos depois os comunistas russos, e com eles alguns camaradas de outros países, tentam explicar o assassinato com a “necessidade revolucionária”, já que no país tinha lugar uma guerra civil sangrenta, mas, ao mesmo tempo, pretendem ilibar o líder revolucionário Vladimir Lénine desse crime.

É verdade que Nicolau II foi, talvez, o mais incompetente dos czares da dinastia Romanov, que governou a Rússia entre 1612 e 1917, tendo sido um dos principais responsáveis pela criação de uma situação desastrosa que abriu caminho à tomada do poder pelos bolcheviques em Novembro de 1917. Por conseguinte, como se costuma dizer, abriu a própria cova onde veio a ser enterrado. A mulher Alexandra estava também desacreditada na sociedade russa pois, entre outras coisas, era acusada de ser amante do aventureiro Grigori Rasputin e de ser “espiã” alemã, calúnias........

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