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Ahmed Al-Tayeb

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09.11.2018

Façamos o que se impõe quando olhamos os diversos movimentos do islamismo nos nossos dias. Há movimentos radicais, mas há centenas de milhão de crentes maometanos que seguem uma vida de gente de bem.

O que leva a que se apresente, no subliminar do debate público, a ideia de que estamos em presença de uma “gente” destinada a impor uma certa visão de sociedade? O que nos afasta da realidade de outras conceções de vida que são, igualmente, dogmáticas, inaceitáveis e até negacionistas de uma visão contemporânea dos direitos universais?

Houve, ao longo das últimas décadas do século passado, uma atitude de menorização, de marginalização das culturas árabes, ampliada com os acontecimentos das Torres Gémeas. Essa menorização foi ao ponto de cortar as amarras no progresso ecuménico, de construir uma fábula medonha em torno de gente tão boa ou tão má quanta a que existe por outros lados e crenças.

Só sabemos olhar para eles, para as suas........

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