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O momento da verdade para a economia italiana

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14.06.2018

Itália e a Europa estão num ponto de inflexão. Depois das eleições de Março, em que o anti-sistema Movimento Cinco Estrelas (M5S) e a Liga, de extrema-direita, conseguiram uma maioria parlamentar combinada, e de meses de incerteza, Itália tornou-se o primeiro grande Estado-membro da UE a ser governado por uma coligação populista.

O M5S e a Liga questionam abertamente os benefícios da pertença à Zona Euro, embora nenhum dos partidos tenha tornado a saída da moeda única um compromisso específico do seu programa governamental na campanha eleitoral, uma falha que o presidente italiano Sergio Mattarella aproveitou para vetar uma escolha-chave para um ministério. Eles também desprezam a globalização de uma forma mais geral. A Liga, em particular, está obcecada em reprimir a imigração. No plano interno, ambos os partidos prometeram combater a corrupção e derrubar o que consideram um sistema político ao serviços de interesses, introduzindo, ao mesmo tempo, políticas radicais para reduzir o desemprego e redistribuir o rendimento.

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Ainda assim, não saberemos as dimensões precisas da agenda do M5S/Liga até que a coligação populista comece a governar a sério. Há rumores de que os partidos querem um perdão de parte da dívida soberana de Itália, que está num nível relativamente estável, pouco acima de 130% do PIB. Se o fizessem, seguir-se-ia um confronto ao estilo grego com a União Europeia, com os juros da dívida italiana a subirem rapidamente, especialmente se o Banco Central Europeu decidisse que o seu mandato o impedia de intervir.

Num cenário deste tipo, os bancos italianos que detêm actualmente montantes consideráveis ??de dívida pública sofreriam danos substanciais nos seus balanços. E o risco de uma fuga de depósitos não podia ser excluído.

Ao contrário da maioria dos países da Zona Euro, o........

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