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Fazer da UE um bode expiatório não resolve os problemas de Itália

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14.06.2018

Itália está novamente nas manchetes internacionais. Nas eleições de 4 de Março, o populista Movimento Cinco Estrelas (M5S) e o partido da direita, a Liga, conseguiram uma maioria parlamentar combinada, aproveitando o descontentamento do eleitorado com a imigração e a estagnação económica. Agora, Luigi Di Maio, do M5S, e Matteo Salvini, da Liga, formaram um novo governo. Apesar das suas diferenças, ambos atribuem a maior parte da culpa pelos problemas de Itália à "Europa" - o que significa às regras da União Europeia e aos princípios partilhados.

A percepção entre os eleitores italianos de que a UE não lhes deu apoio no problema da migração do norte da África não é particularmente surpreendente. Das centenas de milhares de migrantes que atravessaram o Mediterrâneo a partir da Líbia nos últimos anos, a grande maioria desembarcou em Itália. A maioria são, na verdade, migrantes económicos, ainda que se apresentem como refugiados, já que é a única forma legal de permanecerem na Europa.

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Mesmo assim, os populistas italianos estão errados ao afirmarem que Itália está a absorver uma parcela desproporcional e injusta dos requerentes de asilo. Na realidade, foram apresentados em Itália cerca de 400.000 pedidos de asilo desde 2014. Este número representa cerca de 11% do total da EU, de 3,9 milhões, o que é equivalente ao peso de Itália na população total da UE.

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